A Medicina do Futuro mostra a sua cara (Zero-Hora 02.06.20)

A Medicina do Futuro mostra a sua cara!

Em meio ao caos provocado pelo novo coronavírus iniciado oficialmente no dia 01 de dezembro de 2019 e responsável por mais de 300 mil mortes no mundo até agora, a Medicina do Futuro ou dos 5 Ps (preditiva, preventiva, personalizada, proativa e parceira) mostra sua força para o mundo e abre possibilidades jamais vistas. Novos e rápidos métodos diagnósticos e formas de tratar pacientes foram desenvolvidos, assim como a definitiva consagração da Telemedicina. O Big Data gerado diariamente, associado aos algoritmos de inteligência artificial, foram capazes de prever em diversas ocasiões os movimentos do Covid-19 (Medicina Preditiva). Isto gerou para muitas cidades medidas assertivas de contenção (Medicina Preventiva). Foram também criados programas de prevenção focados nos mais vulneráveis, como idosos e portadores de doenças crônicas (Medicina Personalizada) salvando milhares de vidas no Planeta. Durante a pandemia, a “medicina baseada nos dados do mundo real” conviveu lado a lado com a “medicina baseada em evidências”, já que os típicos estudos clínicos, até que sejam postos em prática duram, em média, 10 anos. Desta forma foi possível medir o efeito de ações médicas sem depender da burocracia da ciência tradicional e da lentidão dos órgãos reguladores de saúde. Não há tempo a perder, afinal. Os sistemas de saúde foram obrigados a se antecipar, criando hospitais de campanha, entre outras medidas, pois não seria sensato aguardar passivamente a disseminação da infecção para só depois tomar alguma atitude. Além disso, muitos países passaram a produzir insumos médicos, tais como roupas de proteção e respiradores, tornando-se menos dependentes economicamente (Medicina Proativa). Por fim, o período também exaltou a figura e a necessidade do médico, assim como o despertar de um sentimento de irmandade entre as pessoas jamais visto na história da humanidade, uma espécie de “pandemia da empatia”. Munidos pela tecnologia da informação, comunidades científicas e governos se conectaram para compartilhar experiências em tempo real, amenizando os efeitos devastadores do Covid-19 na saúde e na economia. Este último foi um claro e belo exemplo da Medicina Parceira, meu “P” preferido. E deste P que mais precisaremos nos próximos meses pós-quarentena. Um novo planeta nascerá, mais forte, mais unido e cada vez mais cheio de oportunidades.